Por que o Brasil cresce pouco

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Einsamkeit
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#16 Mensagem por Einsamkeit » Dom Nov 26, 2006 2:58 am

o Chile ja nao solucionou este problema?




Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens e o tornarão a ser
ou talvez memórias de homens.
que insistem em não rasgar a pele
Homens que procuram ser lobos
mas que jamais o tornarão a ser...
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#17 Mensagem por Penguin » Dom Nov 26, 2006 12:31 pm

tulio escreveu:Então o Brasil num cresce por culpa de quem se aposenta...

Lindo isso...

Vejamos o MEU caso:

:arrow: PAGO QUASE 14% DE MEU VENCIMENTO BRUTO À PREVIDÊNCIA DO ESTADO (IPERGS).

:arrow: PAGO UNS 10% DE IR.

Ou seja, QUASE UM QUARTO DE CADA ANO EU TRABALHO E DOU O RESULTADO DE PRESENTE PARA O GOVERNO. E estou mamando... :roll:

E nem falo no que consumo, em serviços e produtos, tudo pagando imposto também...

Daí, quando me aposentar, PELA LEI, passo a ser um pária, um vampiro da Nação, POWS!!!

Sodas isso...

Sabem qual a minha vingança?

OS QUE HOJE PENSAM ISSO DE MIM, AMANHÃ TERÃO OUTROS PENSANDO ISSO DELES... :twisted:

Ou, claro, trabalharão até a morte, para gáudio dos que lucram com isso...

Nas buenas, algo está errado, creio... 8-]



Tulio,

Qd se fala em reformar a previdencia, as categorias privilegiadas se juntam inusitadamente a muitas pessoas que nao sao privilegiadas pelo sistema, na oposicao a qq reforma. Eh impressionante, porem tem sua racionalidade. Para muitos, e a grande imprensa contribui para isso, qd se fala em reformar a previdencia, conclui-se que eh pior para todo mundo, o que nao eh bem assim. A questao eh que essas duas categorias defendem coisas distintas. A primeira quer manter seus privilegios fora do comum "mundial" e a segunda nao quer ver piorada as condicoes previdenciarias da maioria da populacao (muito justo!). Entao o termo "reforma da previdencia" provoca reacoes, com motivacoes muito distintas e que sao colocadas no mesmo balaio.

A grande maioria dos brasileiros, dentre os quais vc, contribuem e receberao, qd se aposentar, um valor menor do que o salario. Isso ocorre em qq lugar descente deste mundo. Ocorre pq finaceiramente (calculo atuarial) as contribuicoes nao sao suficientes para pagar o salario integral.

Se todos os contribuintes tivessem aposentadorias compativeis com cada contribuicao, o sistema seria mais justo. Se nao houvesse informalidade tao grande o sistema seria mais justo. Se os gestores dos fundos previdenciarios publicos e privados fossem fiscalizados rigidamente o sitema seria bem mais justo.

Eu defendo que as regras sejam iguais para todos e que nao houvessem categorias privilegiadas com sistemas de aposentadorias privilegiadas, financiadas pela sociedade. Se ha um limite de aposentadorias para quase todos, esse limite tem que valer para todos. Direito adquirido em cima da desgraca alheia e sem base economica e financeira que o sustente deveria ser altamente questionavel.

Seria muito saudavel ver como essa assunto foi tratado em outro lugares que realizaram reformas com algum exito. Alguem se habilita?

[]´s

Jacques




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#18 Mensagem por Penguin » Dom Nov 26, 2006 6:38 pm

Lula recebe proposta de reforma da Previdência


De O Estado de S. Paulo, hoje:


"Nascida com o apoio de 90 entidades empresariais e de trabalhadores, inclusive duas centrais sindicais (Força Sindical e CGT), uma proposta de um novo modelo para a Previdência Social será entregue, nos próximos dias, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores eleitos e representantes dos poderes Legislativo e Judiciário. Válida apenas para quem ingressar no mercado de trabalho após sua promulgação, a nova Previdência unifica funcionários públicos e trabalhadores privados sob as mesmas regras e garante os direitos dos aposentados e trabalhadores ativos do sistema atual.



'É mais fácil passar no Congresso uma reforma válida só para os novos trabalhadores, mas os resultados financeiros positivos demoram, aparecem no longo prazo', reconhece o coordenador do grupo que produziu a proposta, Thomás Tosta de Sá, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 'Apesar disso, a reforma tem reflexo positivo no risco país, reduz a taxa de juros, as despesas com juros da dívida despencam de 8% para 3% do PIB e recupera a capacidade de investimento do governo, que pode saltar de menos de 1% para 5% do PIB'. O grupo vai sugerir ajustes nas regras para os trabalhadores em atividade, mas deixará para o governo a decisão política de acolher ou não as sugestões."




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