EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

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Túlio
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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1666 Mensagem por Túlio » Sáb Mar 23, 2024 3:03 pm

Cassio escreveu: Qui Mar 21, 2024 9:22 pm Estou sorrindo de orelha a orelha. E olha que há muito espaço para futuras valorizações. A empresa ainda vai mostrar aos investidores que tem muito mais potencial e valor. Mas claro que vão ocorrer correções de preço por realização de lucros.
Eu não estou tão otimista com isso (estaria se fosse HOLDER): empresas que trabalham com tecnologia de ponta (exceção às petroleiras) tradicionalmente distribuem muito baixos DIV/JCP, isso se e quando distribuem, volta e meia são outros dois tipos de proventos:

:arrow: DIREITOS DE SUBSCRIÇÃO - No que a empresa emite novas ações o já acionista recebe prioridade para adquirir mais até o limite percentual do que já possui, de modo a manter sua posição (%);

:arrow: BONIFICAÇÃO - O acionista, em vez de receber dinheiro como nos DIV/JCP, recebe novas ações, proporcionalmente ao que já tem.

Parece ser o caso, pois faz tempo que procuro uma só vez que a EMBR3 tenha repassado algum pixuleco aos acionistas BR e nunca achei nada; mas tem lógica, empresas assim reinvestem o lucro no custeio e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos, e o mercado é muito mais duro para com empresas como a EMBRAER do que com as como a PETROBRAS.

A parte boa mesmo para quem é acionista e faz HOLD fica sendo justamente os períodos de correção, quando tem oportunidade de melhorar sua posição percentual.
FCarvalho escreveu: Sáb Mar 23, 2024 2:25 pm Imagina se ela conseguisse vender seus aviões no Brasil, que é um dos cinco maiores mercados de aviação civil comercial do mundo.
Sempre fico intrigado com isso: a parte de Aviação Regional, Comercial e Executiva da EMBRAER parece ser privilegiada na FAB, já no mercado civil aparentemente sai mais em conta importar um ATR do que botar na frota um 175 muito superior, desenvolvido e feito aqui, tens ideia da razão? Me parece tiro no pé, será que enfiam imposto individualmente em cada insumo (quase tudo importado) a ponto de elevar o preço do produto final à estratosfera?




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1667 Mensagem por FCarvalho » Sáb Mar 23, 2024 7:53 pm

Túlio escreveu: Sáb Mar 23, 2024 3:03 pm
FCarvalho escreveu: Sáb Mar 23, 2024 2:25 pm Imagina se ela conseguisse vender seus aviões no Brasil, que é um dos cinco maiores mercados de aviação civil comercial do mundo.
Sempre fico intrigado com isso: a parte de Aviação Regional, Comercial e Executiva da EMBRAER parece ser privilegiada na FAB, já no mercado civil aparentemente sai mais em conta importar um ATR do que botar na frota um 175 muito superior, desenvolvido e feito aqui, tens ideia da razão? Me parece tiro no pé, será que enfiam imposto individualmente em cada insumo (quase tudo importado) a ponto de elevar o preço do produto final à estratosfera?
O Cássio pode te responder com muito mais propriedade que eu, mas, a meu ver, pelo que sei acompanhando o setor há bastante tempo, de forma geral são três fatores:

1. o indefectível custo Brasil;

2. a péssima mania de grandeza de quem trabalha no setor aéreo no Brasil, que nunca estar satisfeito em operar bem e focados nos seus negócios, como a aviação regional e\ou geral, já que o grande filão($$) da aviação no Brasil sempre foi o setor nacional de transporte, faz com que a procura por aeronaves lá fora, muito mais baratas e acessíveis, além de exigir pouca burocracia para se obter, atrai empresas\empresários para atuar no mercado nacional deixando de lado outros setores;

3. a falta de apoio governamental e institucional para que os produtos da Embraer sejam mais acessíveis - custeio, preço e financiamento - a todos os segmentos da aviação nacional, de forma a permitir que interesse inato pelos aviões se tornem compras efetivas.

A Azul pode ser considerada um caso a parte, já que começou operando os E-Jet e continua com eles nos planos através dos E-2. Mas isso é uma especificidade da empresa, já que ela trabalha com o conceito de integração de rotas nacionais com a da aviação regional, ligando o interior aos seus principais hubs e distribuindo os pax através deles, de forma que a malha é muito mais porosa e extensa que a das concorrentes, que sempre se concentraram nos maiores aeroportos, enquanto o foco da Azul é poder ligar um pax que sai de Caxias do Sul\RS a Santa Isabel do RIo Negro\AM sem precisar fazer 10 escalas e pagar duas ou três empresas diferentes para isso. E ela consegue fazer essa proeza operando diversos tipos de aeronaves adequadas cada uma ao atendimento de seu respectivo nicho.

Como disse, é um caso sui generis no Brasil de uma empresa a nível nacional que olha o seu negócio não apenas focado nos grandes centros urbanos, e no lucro que proporcionam, como fazem LATAM e GOL, mas a partir da integração interior-capital-interior. E tem dado muito certo. Uma lástima que não tenhamos no país a infraestrutura aeroportuária, financeira e fiscal\tributária necessária para permitir mais empreendimentos como este. É um negócio muito caro, mas, e também, muito lucrativo pois ela atua praticamente sozinha na imensa maioria do Brasil. Lugares que a concorrência nem sonha operar, e não existe aviação regional que possa fazer o trabalho.

Espero ter conseguido explicar um pouco.




Um mal é um mal. Menor, maior, médio, tanto faz… As proporções são convencionadas e as fronteiras, imprecisas. Não sou um santo eremita e não pratiquei apenas o bem ao longo de minha vida. Mas, se me couber escolher entre dois males, prefiro abster-me por completo da escolha.
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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1668 Mensagem por FCarvalho » Sáb Mar 23, 2024 8:14 pm

Um adendo.

A FAB quando compra aviões da Embraer, via de regra o faz, ou dentro de uma programa macro envolvendo uma série de aquisições bilionárias, como foi o SIVAM, por exemplo, ou compra usado para atividades rotineiras de transporte para alimentar suas linhas de voo no CAN, nos ETA e GTE.

Quase sempre são aquisições de oportunidade e tendo em mente o baixo valor de investimento necessário e\ou acessibilidade orçamentária de oportunidade. A compra dos 7 ERJ-145 da Rio-Sul foi assim.

A única exceção que vi depois do SIVAM foi a compra dos 2 E-190 VVIP do GTE, e acabou parou por aí. E claro, a compra dos Bandeirante no tempo de vovó dormindo de janela aberta.




Um mal é um mal. Menor, maior, médio, tanto faz… As proporções são convencionadas e as fronteiras, imprecisas. Não sou um santo eremita e não pratiquei apenas o bem ao longo de minha vida. Mas, se me couber escolher entre dois males, prefiro abster-me por completo da escolha.
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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1669 Mensagem por Pablo Maica » Sáb Mar 30, 2024 3:53 pm

EMBR3 valorizou 36,8% nos últimos 30 dias.


Um abraço e t+ :)




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1670 Mensagem por Cassio » Sáb Mar 30, 2024 5:52 pm

Pablo Maica escreveu: Sáb Mar 30, 2024 3:53 pm EMBR3 valorizou 36,8% nos últimos 30 dias.


Um abraço e t+ :)
Sim, pois analistas enxergam um futuro bem promissor para a empresa, e isso se reflete na valorização das ações...

Vejamos:

Aviação comercial: aumento do interesse nos E2 que estão penetrando o mercado asiático. Várias campanhas de vendas em andamento, indicando o crescente interesse. O E175E1 está vivendo uma terceira onda de encomendas, visando a substituição dos jatos de 50 lugares. Este ano, ainda em março, já garantimos um book-to-bill > 1.0.

Aviação Executiva: temos uma linha de produtos moderna e com ótima aceitação no mercado. O Phenom 300 é o jato executivo mais vendido no mundo por 12 anos consecutivos. Os Praetor estão indo muito bem, com demanda crescente.

Aviação de Defesa: várias campanhas em andamento e o C-390 atraindo muito interesse...

Suporte e Serviços: faturamento em alta e já se tornando uma das principais fontes de receita.

E para o futuro temos o EVtol, os EJets cargo, outros contratos de defesa (em andamento e novos em negociação), Gripen,...

É para o investidor se animar...




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1671 Mensagem por Pablo Maica » Sex Abr 05, 2024 6:24 pm

E começa uma nova vida para os 190/195 que forem sendo substituídos pelos E2:


Voa o primeiro Embraer E-Jet convertido para transporte de carga

https://cdn-cavok.nuneshost.com/wp-content/uploads/2024/04/IMG_0319-750x375.jpeg
Os E-Jets convertidos para cargueiros terão mais de 50% de capacidade de volume, três vezes o alcance dos grandes turboélices cargueiros e custos operacionais até 30% menores do que os narrowbodies. Se combinada a capacidade sob o piso e convés principal, a carga útil estrutural máxima é de 13.500 kg para o E190F e de 14.300 kg para o E195F.

Fonte: https://www.cavok.com.br/voa-o-primeiro ... e-de-carga


Um abraço e t+ :)




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1672 Mensagem por FCarvalho » Seg Abr 08, 2024 4:09 pm

A ECT, que sempre sonhou com uma empresa aérea própria, tem a oportunidade mais uma vez de tentar a sorte, agora com os E-JET cargo da Embraer.

Novos ou usados, os modelos da Embraer cabem no bolso e, principalmente, no tipo de cargas que o Correios trabalha há tempos, que gera muito mais volume do que peso.

Nas minhas contas de padaria, 41 aeronaves seriam o suficiente para ligar todas as capitais e manter frequências, ao menos, de 4 voos diários. E com direito a reserva técnica e tudo o mais. Se formos olhar pelo lado "regional" dos aviões, podemos ampliar este número para mais que o dobro, tendo em vista todos os aeroportos homologados para operar com estes aviões, e eles são muitos no Brasil, apensar de pouco mais de 200 cidades serem abastadas com estes voos. O que para a ECT ainda é pouco em termos de negócios, visto a amplitude do alcance de seus serviços.

Mas, sonhar ainda não paga imposto. Quem sabe o Brasil ainda nos surpreende com alguma coisa boa.




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1673 Mensagem por arcanjo » Ter Abr 09, 2024 8:53 pm

Embraer e Correios assinam MoU para estudos de otimização no transporte aéreo de cargas
Acordo busca remodelar malha logística para ampliar eficiência e oferta de soluções em cargas no Brasil e exterior


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIrNdGC-qS8i54l8IE1FqqWNQH9DbpUZRAH2MClSMKsHT6_GUnzWef4CycU8JtLgmqLM7eehUGkIthkc1172FaesiWjB0zYFTfCYdc5HvahaV5nVxopAE_fkDCa9IWdQreHvaKQJ2mTlpwCRuKivjuu9m8eZ3l9SJNHZuMCXCfqFNNVKqBCi-aNSIaKI4z/s2451/MOU%20Correios.jpg

:arrow: https://www.defesabrasilnoticias.com/20 ... -para.html

[009]

abs.

arcanjo




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1674 Mensagem por FCarvalho » Qua Abr 10, 2024 12:59 am

Rapaz, até parece que a Embraer andou lendo o DB. 😇😁😎




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1675 Mensagem por Cassio » Qua Abr 10, 2024 9:26 am

Por enquanto só um MoU... Ou seja as empresas apenas se comprometem a um dia estudar a viabilidade.




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1676 Mensagem por mauri » Qua Abr 10, 2024 1:20 pm

Cassio escreveu: Qua Abr 10, 2024 9:26 am Por enquanto só um MoU... Ou seja as empresas apenas se comprometem a um dia estudar a viabilidade.
Só um segundo MOU, o primeiro foi no lançamento do projeto da Aeronave!!Se for igual ao primeiro numca vai sair do papel.

E por outro lado, a situação financeira dos Correios não é boa!!




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1677 Mensagem por FCarvalho » Qua Abr 10, 2024 2:59 pm

Não me empolgo mais com estas coisas para dizer a verdade. A ECT é mais que suspeita para fazer qualquer coisa em termos de investimentos públicos.
Mas eu faço votos de que estas conversas se tornem algo concreto de fato.
O EJet cargo são muito adequados ao tipo de carga que eles costumam trabalhar. E possuem qualidades que podem ajudar a resolver muitos dos gargalos que a empresa enfrenta com as cargueiras e empresas aéreas no país. Principalmente porque elas não operam no interior, onde raramente se encontra alguma regional, ou taxi aéreos, cujos custos são extremamente altos, tendo em vista as limitações com que atuam de aeronaves.
Vamos torcer para que isto saia do papel. Tomara. Uma empresa aérea da ECT faz mais sentido do que vender picolé no verão em Estocolmo.




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1678 Mensagem por gusmano » Qua Abr 10, 2024 6:13 pm

Não faz sentido nenhum um KC-390 para os correios.

Já para os E-190 Cargo, talvez...inclusive para a Azul.


Hoje, só Gol tem cargueiro (na verdade não é bem da Gol, e sim da MELI). A Latam as vezes usa algum da LATAM Chile.

[]´s




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1679 Mensagem por FCarvalho » Qui Abr 11, 2024 3:28 pm

gusmano escreveu: Qua Abr 10, 2024 6:13 pm Não faz sentido nenhum um KC-390 para os correios.
Já para os E-190 Cargo, talvez...inclusive para a Azul.
Hoje, só Gol tem cargueiro (na verdade não é bem da Gol, e sim da MELI). A Latam as vezes usa algum da LATAM Chile.
[]´s
Um C-390F só faz sentido para um público muito específico, com demandas mais específicas ainda, de carga e transporte.
Com um avião na versão básica militar rondando os US$ 85 milhões, ele não chega a ser atraente para as empresas de carga aérea do Brasil, e muito menos para outras grandes do setor, que operam, via de regra, modelos usados da aviação comercial transformados.
Fica a pergunta: quanto a Embraer conseguiria vender a versão civil do seu avião que o tornasse competitivo no setor de carga aérea em relação aos demais?
Aviões como os 737 e A320\A321 podem ser conseguidos a rodo por preços mais que convincentes, e sua transformação em cargo não é cara, tendo em vista as possibilidades que oferece em termos econômicos.
A versão strech poderia ser até uma solução bem vinda, mas ainda assim carece de interessados e mercado objetivo para sair do papel. Para a FAB uma versão maior do KC-390 seria algo muito interessante em termos de aumento da suas capacidades de transporte. Mas sem alguém para pagar pelo desenvolvimento, vai ficar só na vontade.
No caso dos EJets eles podem ser muito bem aproveitados dado que a ECT não consegue chegar a todos os lugares que poderia tendo em vista a dependência que possui de espaço contratado nos porões de carga das empresas nacionais, cada vez mais limitado, disputado e caro. Uma empresa aérea de carga da ECT com base nos aviões da Embraer balançaria o mercado de carga interno, e externo, de forma a tornar a concorrência muito mais acirrada, o que a nível de capitalismo, é sempre muito bem vindo. É o que tornar o mercado racional e inteligente.




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Re: EMBRAER: Notícias de Aviação Civil

#1680 Mensagem por Diupa » Qua Mai 01, 2024 3:13 pm

Brazil’s Embraer Plots a New 737-Sized Jet to Rival Boeing

With Boeing in the throes of its latest crisis, one of its smaller rivals, Embraer, is exploring options for a new model to challenge the duopoly for large jets that has dominated the industry for almost three decades.

Internal assessments conducted by Embraer have determined that the Brazilian company has the technological know-how and manufacturing might to develop a next-generation narrow-body aircraft, its first in that market segment, according to people familiar with the company’s strategy and planning. Embraer has a market value of around $5 billion and specializes in regional and business jets.

The plane would compete head-on with the successors to Boeing’s 737 MAX and Airbus’s A320 in a category that is key for both manufacturers. Greenlighting the project would also represent a potentially make-or-break bet: New aircraft programs typically cost tens of billions of dollars to develop, can take more than a decade from inception to entering service and regularly don’t get to market.
Gus Kelly, chief executive of AerCap, one of the biggest aircraft lessors, said he wouldn’t expect any new Embraer-derived narrowbody until the mid-to-late 2030s, much as airlines and lessors might welcome the competition. “I think it’s a long shot, to be honest,” Kelly said on an investor call Wednesday. “And even if it does come off, I don’t think it will be relevant for the next 15 years.”

While the plans are still in their infancy and a final decision hasn’t been made, Embraer has been laying the groundwork, including assessing potential payload and range requirements. Embraer has also sounded out potential financial and industrial partners that the company would need, the people said, including Saudi Arabia’s Public Investment Fund and manufacturing companies in Turkey, India and South Korea.

A spokesman for Embraer said that while the company “certainly has the capability to develop a new narrow-body aircraft,” it doesn’t have any plans for a sizable new project at this time and is focused on selling its existing models.

Embraer’s ambitions have firmed in recent months with Boeing in turmoil after a 737 MAX jet operated by Alaska Airlines lost a fuselage panel midflight, the people said. The accident prompted U.S. air-safety agencies to put limits on Boeing’s manufacturing facilities and led to an executive shake-up, including the resignation of Chief Executive David Calhoun by the end of the year.

Boeing doesn’t have a firm plan for how it will replace its decades-old 737 line. The company has said it could launch a new aircraft in the middle of the next decade, similar to Airbus’s current timeline, but Calhoun has since said that a decision will fall to a future Boeing CEO.

New aircraft programs require long lead times to develop, prepare supply chains and win regulatory signoff. Calhoun has said the company would need about $50 billion to develop a successor to the 737 MAX, cash that the debt-laden manufacturer currently doesn’t have. Boeing, which this past week said it had burned through nearly $4 billion in its most recent quarter, ended 2023 with a net debt of $52.3 billion.

A new model would also mark a satisfying reprisal for Embraer after Boeing unilaterally withdrew from a $4 billion deal to acquire the Brazilian company’s commercial jet business four years ago. Embraer is still awaiting findings from an arbitration it filed at the International Chamber of Commerce after Boeing abandoned the deal.

“I’ve talked to everyone at Boeing that I can possibly address, and the message is the same: Get your act together,” American Airlines CEO Robert Isom—one of Embraer’s biggest customers—said on a call last week. He later said that Embraer comparatively has “delivered day in and day out throughout the pandemic no matter the concerns of their supply chain” and that other manufacturers “can learn a lot from them.”

To be sure, many new aircraft programs don’t succeed. Mitsubishi Heavy Industries, for example, in 2023 pulled the plug on a 16-year project to develop an all-new regional jet. In 2017, Bombardier was pushed into handing its loss-making C Series aircraft program to Airbus for $1 after Boeing petitioned the U.S. Department of Commerce to place heavy import duties on the new model.

Embraer itself doesn’t currently manufacture an aircraft that matches the size and range of Boeing’s or Airbus’s popular narrow-bodies—jets that are defined by their single aisle and which form the backbone of the global aviation sector. Its largest model, the E2-195 regional jet which entered service in 2018, seats a maximum of 146 passengers compared with a maximum of 172 seats on Boeing’s smallest narrow-body, the 737 MAX 7.

Still, the Brazilian company could use aspects of the design and technology from the E2 as the basis for the new aircraft, helping to subsidize some of the billions of costs if it went ahead with an all-new design.

Embraer is still a relatively small player in the world of aircraft manufacturing compared with Boeing and Airbus. The company last year delivered 181 aircraft, with Boeing delivering 528 and Airbus delivering 735 jets to customers.

Airbus has said it is progressing toward bringing its own new narrow-body to the market in the second half of the 2030s. The European plane maker, the world’s biggest, has been exploring multiple options for upgrades that could boost fuel efficiency by 20% to 25% compared with the current A320neo model, including new engine and wing designs. The company has also long touted the possibility of developing a stretched version of its A220—the renamed C Series aircraft it picked up from Bombardier in 2017.

Summer Said and Doug Cameron contributed to this article.

Write to Andrew Tangel at andrew.tangel@wsj.com and Benjamin Katz at ben.katz@wsj.com
https://www.msn.com/en-us/money/compani ... r-AA1nYaQ7




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